terça-feira, 5 de abril de 2011

Força vô!!

Ei, como o tempo passa, né?
Foi em 2008 a última vez que te vi? Não parece.
Foi ontem? No último fim de semana? Não. Faz 3 anos mesmo. Deve ser pelo fato de estar no meu coração, que me parece tão próximo. Ah, meu avô. Me espera! Espera minha próxima visita. Bota este coração pra bater. Eu não quero que o senhor se vá assim. Espera! Eu darei um tempo no trabalho, na faculdade e na minha vida, se isso for prolongar a sua. Não vá embora agora. Não, não agora. Eu preciso te sentir vivo, mesmo distante. Sai logo dessa UTI e volta pra casa. Sua velha está com saudades de suas reclamações. Tenho certeza. Ela te ama. Todos te amam. Eu preciso ouvir a sua voz dizendo como se eu fosse ainda, criança: "Ah, essa é a voz mais linda do vovô". Não, não vai. Fica aqui para se sentir amado. E é. Eu te amo. E dessa vez, eu não me arrependo de nunca ter dito. Porque eu disse. Disse várias vezes. E digo mais uma: Eu te amo, meu velho! Fica aqui comigo, por favor!

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