segunda-feira, 21 de maio de 2012

Mais um anjo que se vai...

Durante a semana passada, dois acontecimentos pesaram muito. Primeiro a notícia da morte do meu querido amigo Murilo Vieira. O cara mais guerreiro que eu já conheci. Será meu eterno exemplo de VIDA!
Dois dias depois, recebemos a notícia de uma brutalidade imensa. Um querido "conhecido" (é, não tive a oportunidade de conhecê-lo além de baladas, bares e etc) havia sido covardemente alvejado. Infelizmente, Vitor Dias Neto não sobreviveu ao tiro que levou, vindo a falecer três dias depois de ser encontrado em uma vicinal. É triste, duas jovens almas nos deixando assim, quase sem explicação.
Inúmeras mensagens foram postadas nas redes sociais de nossos novos anjos. Milhares de manifestações de carinho, ajuda e indignação. Mas e quem fica? E a esposa do Murilo? E o grande amor do Vitor?
É por isso que me permiti escrever algo para uma pessoa muito especial para mim.. E que neste momento, está sofrendo muito mais do que eu já sofri na vida. Já perdi pessoas especiais na minha vida, mas que sempre foram distantes de mim (avô, bisavó, tio, etc).

"Me desculpe invadir sua privacidade e sua dor mais profunda, mas preciso saber... Como você está? Quero saber o que posso fazer para te ajudar.. nem que seja deitar sua cabeça em meu colo e enxugar sua lágrima mais dolorida. Pessoas queridas como você, são muito abençoadas. E talvez, sua maior benção tenha sido poder ter o prazer de conviver com este anjo lindo que só trouxe alegria e muito amor para os seus dias. A partir de agora, não cabe mais lamentar ou pedir que ele volte para conviver conosco. Nem tente entender os motivos que Deus teve em levá-lo devolta para o lugar mais precioso do universo. Tente apenas manter aquele sorriso maravilhoso que você sempre estampou em sua face.. e ser eternamente grato em ter alguém, além Dele, olhando por você aqui... ;) Se cuida meu menino, adoro você!"



quinta-feira, 17 de maio de 2012

O pai da noiva

No último dia 12, foi o casamento da minha irmã mais velha. Correria pura nos preparativos, família chegando de São Paulo, presentes que não acabam mais, horário no cabeleireiro e etc. Aquele corre-corre que vemos em filmes (sim, é igual!). Mas o que eu vim dizer aqui, foi sobre o que eu senti pelo meu PAI. Vendo algumas fotos do casamento, foi impossível não notar a grande quantidade de cabelos brancos que ele adquiriu com o tempo. É, meu pai está ficando velho. Se eu não me engano, 53 anos! E isso me faz lembrar que o tempo passa... para todos! Inclusive para mim.
Na noite do casamento, estava muito apreensiva. Não por ser a irmã da noiva, e sim por carregar a responsabilidade de entrar com o PAI dela. Minha tensão crescia conforme ia dando a hora de entrar na igreja. Só conseguia pensar no que se passava na cabeça dele naquele momento. Casar uma filha deve ser um orgulho tremendo. E eu, que sempre quis ser um orgulho tremendo para ele, carregava em meu coração toda a emoção de estar no lugar de minha irmã. O casamento foi lindo, emocionante e choramos durante vários momentos. Depois foi festa, curtição, bebedeira, risadas e etc, etc, etc.
Confesso que sempre fui a "menininha do papai" e sempre senti muito ciúmes dele. Quis ele SÓ PARA MIM em todos os momentos da minha vida. Principalmente quando ele se separarou da minha mãe. Não é a toa que fui morar com ele logo em seguida. Mesmo que as visitas fossem constantes, ele me fazia uma falta imensa. E ainda me faz.
Hoje, morando sozinha, sinto falta dele todos os dias. Desde a bronca por acordar tão tarde no sábado: "Acorda porque você não é coruja! Olha que dia lindo, vai aproveitar!", os omeletes no café da manhã de domingo, os elogios e críticas pelo tamanho dos vestidos que eu usava para sair... Enfim, sinto a falta dele a cada momento.
É pai... uma filha casada, a outra morando sozinha, outro com 19 anos tentando passar naquele mesmo concurso que mudou a sua vida há tantos anos. Me diz... o que se passa em sua cabeça? Nós demos orgulho para você? Fomos e somos tudo aquilo que um dia você sonhou? Está feliz com o rumo que a sua vida tomou? O que gostaria de mudar? O que faria de novo? Sabe.. todas essas perguntas (e muitas outras) passaram pela minha cabeça durante a celebração do casamento da minha irmã. E, talvez por isso, tenha sido tão emocionante. Eu estava vivendo o presente, lembrando o passado e pensando no futuro... É, consegui até escolher a música que dançarei com meu pai na festa do MEU casamento (daqui uns 8 anos, quem sabe..rs): "My Girl - The Temptations", conhece?
video
É, meu velho... Passou o tempo do balé, do inglês e de me buscar na balada de madrugada. Saí do banco de trás e passei para o volante de minha própria vida. Encerro meu texto, com uma canção francesa chamada "Ma Fille", de Isabelle Boulay... que diz:
"Minha filha, minha criança
Vejo chegar o tempo de me deixares
Para trocar de estação, para mudar de casa, para mudar de hábitos
Penso nisso toda noite, observando teu olhar
Tua infância que rompe as amarras
E me deixa o sabor de um acorde de violão
Viajaste tanto... quanto a mim, muitas vezes, parti
Das Ìndias à Inglaterra... a gente percorreu a Terra e nem sempre juntos
Mas, a cada regresso, nossas mãos se juntavam
Sobre as costas aveludadas do cachorro que nós amávamos
Era nossa maneira de ser bons amigos
Minha criança, minha pequena, boa viagem, boa viagem
Tomas o trem para a vida e teu coração vai mudar de país
Minha filha, tens vinte anos... espero o momento
Do primeiro encontro
Que acontecerá na tua ou na minha casa..."


segunda-feira, 14 de maio de 2012

Olhe por nós, meu anjo ♥

Sentimento angustiante este de perder um amigo querido.Vontade de correr, gritar, fugir, buscá-lo no céu, trazer de volta. É meu, seu, da esposa, da mãe, do pai, do irmão... É nosso, é para viver conosco. Talvez eu nunca consiga entender a morte. Confesso que sempre tive imensa dificuldade para aceitar este ponto final que colocam tão cedo na vida das melhores pessoas. Sim, sempre as melhores. Você, meu amigo querido, que tanto me fez rir, que tanto esteve feliz, de bem com a vida, sempre com aquele sorriso maravilhoso estampado em seu rosto, sempre no mais alto astral permitido, agora se vai... assim, sem despedir de ninguém, sem preparar ninguém. Porque acontece desta forma? Você estava muito bem, feliz pelo transplante de medula... e vem a vida e te prega uma peça dessas?! Com qual sentido? Levar nosso melhor exemplo de luta, determinação, garra e vontade de viver? Tem algo errado nisso aí. 
Êita menino querido. A cidade inteira já o conhecia. Eu nunca vi uma manifestação tão grande em prol de alguém, mesmo que pelas redes sociais, jornais e etc. Todos, meu anjo... todos quiseram te ajudar. E muitos ajudaram. Pena que ninguém pode te segurar aqui. Se tivesse como, faria com muito prazer. Só quero que saiba, amigo, que apesar da distância física que nos separava, sempre pensei em você. Olhando nossas fotos da escola, rezando pela sua recuperação, trombando com você na rua, etc.  

É fácil entender agora, o porque do dia ter amanhecido tão triste, tão frio, tão chuvoso, tão pacato... Esteja em paz, ao lado do Pai que você tanto ama! Olhe por nós, meu anjo ♥

segunda-feira, 16 de abril de 2012

Não é nada!

- Posso fechar a janela?
- Que foi?
- O vento. Tá bagunçando meu cabelo…
- Ahh…claro. Vou mudar a estação de rádio, ok?
- Uhum.
(…)
- Você tá tão calada. O que foi?
- Nada.
- Então que cara é essa?
- Nada.
- Odeio quando você faz isso. Tem alguma coisa acontecendo e você não quer me dizer. O que eu fiz dessa vez?
- Nada.

(Sabe essa música que tá tocando? Foi a primeira vez que a gente se encontrou. Eu já te conhecia há algum tempo e você já dizia que gostava do meu cabelo solto. Mentiroso, é claro. Ou pelo menos nunca reparou na juba que se forma quando bate um vento forte. Na verdade, você odeia quando eu não me deixo acontecer. É, essa sua coisa de querer que eu seja espontânea o tempo todo. Você gosta desse frescor da naturalidade. Quando me pega distraída olhando alguma criança brincar. Você gosta de crianças, meu bem. Acho que você vai ser um ótimo pai. Um pouco distraído, mas ainda assim ótimo. Ah, foi bem nessa parte da música que você me deu a mão. Eu não entendi direito. Não é a sua cara fazer isso. E, de repente, você me beijou. Achei bem fraco, por sinal. Você só encostou os lábios nos meus no exato momento da pausa. Dava para ouvir o seu coração palpitando e o seu nervosismo fazia o seu lábio tremer. Eu achei isso lindo. Você não queria me dar um beijo daqueles. Você só queria me beijar. E daí para que você se transformasse num dos amores mais bonitos que eu já tive foi um pulo.
A minha mãe te odeia até hoje por você conseguir me tirar da cama às 5h da manhã com a única promessa de que vai me fazer feliz. Você nunca prometeu nada. Quer dizer…prometeu que sempre se lembraria da nossa música. É, essa daí que tá tocando há alguns segundos. E você nem pra tirar a mão do volante e passar na minha perna pra dizer “lembra?”. Acho que você não me ama mais. Você esqueceu a história mais marcante de nós dois. Ou eu estou um pouco neurótica. Pode ser a TPM. Mas a verdade é que eu queria mesmo que você virasse o rosto, me desse um sorrisão daqueles de moleque e me lembrasse do momento mais gostoso que a gente já teve. Queria que você lembrasse de como foi apostar comigo que eu não conseguia ficar dois minutos de boca calada e olhos fechados e aproveitar o meu fraco por apostas pra me roubar um beijo. Você se arriscou, hein. Eu podia ter te dado um tapa sonoro e ter ido embora. Mas, de alguma forma, você já sabia que eu ia ficar aqui.
Você me irrita. A música já passou da metade e nada. Estou decepcionada com esse nosso amor. Será que ele enfraqueceu tanto a ponto de você esquecer a nossa música? Ou será que ela ficou velha demais para que você se lembrasse. Acho que a gente precisa de outra música. Acho que eu vou soltar o cabelo pra chamar a sua atenção. Vai que funciona e você pelo menos se lembra do que gostava mais em mim. Acho que eu enrolei todos os meus pensamentos e já nem me lembro direito porque eu tinha ficado irritada com você. Você é o meu amor e todo o resto não tem rima. Independente da canção que toque, ela sempre vai falar sobre nós dois…)

- O que foi? Que sorriso na cara é esse?
- Nada. Eu já disse que não é nada.
- Mulheres…
- Eu te amo, sabia? Agora troca essa merda de estação de rádio porque eu não gosto dessa música.

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Mais uma vez, o texto é do Daniel Bovolento, mas de certa maneira, é como se eu tivesse escrito. Incrível como ainda estamos ligados um ao outro. Penso em você todos os dias. Nem sempre com o "coração", mas penso. E sei que você também pensa em mim.  Eu brinco dizendo que sou a melhor ex namorada do mundo. Você sabe que é verdade. E sabe que você também é ;)


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segunda-feira, 9 de abril de 2012

Procuro um amor que seja bom pra mim ♫

Não não não! Para com essa boiolagem! Eu não estou procurando um amor. Mas, sinceramente, gostaria de ser 'encontrada'. No auge dos meus 25 anos, me peguei refletindo sobre meu futuro. E confesso que me assustei.
Como disse, já estou com 25 anos e continuo solteira.. rs (Tá com vergonha, Pai? rsrs) E é isso que me assusta. Sabe lá Deus quando encontrarei alguém que me dê essa certeza de querer estar junto pra sempre, de saber que "é ele". Vamos colocar aí uns 2 anos até encontrar esta pessoa (até porque não tá nada fácil, né!!). Estou com 27 agora. Coloca aí mais uns 4 anos de namoro (aí entra: construção da nossa casa, planos e mais planos). Meu Deus, estou com 31!! Agora soma mais uns 2 anos de casados (tem que curtir antes de ter filhos..rs). Quantos anos? 33! E enfim, filhos... Uma média de 35 anos! UAU!

Dá para entender minha agonia?
Eu sempre quis ser mãe jovem, daquelas que acompanha a vida do filho.. Que participa! Não, nunca tive a pretensão de ir para as baladas com ele.. Mas gostaria de participar dos churrascos e reuniões entre amigos... Tomar uma cervejinha juntos, gostar de algumas músicas em comum.

Mas peralá!!!! Se eu tiver um filho com 34 anos, não vou curtir tanto assim. Quando ele estiver com 16, já estarei uma velha ranzinza (sim, tenho certeza de que serei), de 50 e poucos anos, que fica acendendo e apagando a luz da garagem como sinal para que ele entre, pois já está tarde! HAHAHAHAHA (minha mãe fazia isso!)

Tá, tirando os exageros... me peguei realmente pensando neste futuro que não poderia estar assim... tão distante! Mas eu vou fazer o que? Enquanto não sou "encontrada", vou continuar curtindo a vida, como eu pensei que curtiria, desde sempre ;)